| Actualizado hace 9 minutos

Últimas Noticias de Colombia y el Mundo.

  • Pico y placa
  • Clima
  • Que buena compra
  • Facebook
  • Twitter

Senhor Fiscal, senhores juízes, senhores magistrados: quando vão julgar os terroristas do M-19 e Belisario Betancur pelo holocausto do Palácio da Justiça?

Por coronel Luis Alberto Villamarin Pulido el 8 de Noviembre 2009 1:50 PM

 

       Há cerca de um quarto de século, em 5 de novembro de 1985, terroristas do M-19 treinados em Cuba ingressaram no Palácio da Justiça, assassinaram a sangue-frio o vigilante, ocuparam os pontos críticos do prédio, seqüestraram os magistrados da Corte Suprema de Justiça, invadiram os escritórios onde guardavam os processos dos principais capos do Cartel de Medellín com o objetivo de destruí-los, para cumprir um mandado muito bem pago por Pablo Escobar e, ao mesmo tempo, tiveram a ousadia de convocar o fraco presidente Belisario Betancur para que se sentasse em frente às câmeras de televisão para submetê-lo a um "julgamento" por "manzanillo" [1], "politiqueiro" e sem caráter.

 

       Se não fosse pela oportuna reação das tropas da Décima Terceira Brigada e das unidades do Departamento de Polícia de Bogotá, que correram para salvar a República de uma hecatombe sem precedentes, os terroristas teriam se saído bem porque conheciam de antemão a debilidade de caráter e a lassidão característica de um presidente vaidoso e egocêntrico, incapaz de aplicar as leis aos terroristas, pois sonhava receber o galardão do Prêmio Nobel da Paz sem se importar com a sorte da Colômbia.

 

         Se os terroristas do M-19 tivessem conseguido que Belisario fosse à entrevista, de imediato os bandoleiros teriam se declarado governo de facto e, portanto, teria se desencadeado uma sangrenta guerra civil.

 

        Devido à firme posição do alto comando militar frente à atitude indecisa e falta de contundência de Belisario Betancur, os terroristas desenvolveram todo o plano preparado durante vários meses. Situaram franco-atiradores e núcleos de resistência armada em diferentes pontos do Palácio da Justiça, extraíram das cafeterias milhares de munições de vários calibres e granadas de mão, que com aberta cumplicidade de alguns empregados haviam pouco a pouco introduzido e armazenado como suporte logístico, para sustentar um combate prolongado.

 

        Porém, como os assaltantes não conseguiram o pretendido de submeter o frouxo governante, desataram uma orgia de sangue, terror e fogo. Em vez de se renderem para evitar uma hecatombe e ao mesmo tempo salvar a vida dos reféns, começaram a queimar processos e a disparar contra as Forças da Ordem que cumpriam com o dever constitucional de resgatar os seqüestrados e recuperar o império da lei e da ordem.

 

         O combate se prolongou durante dois dias. As tropas do Exército Nacional, sob o comando do talentoso general Jesús Armando Arias Cabrales, conduziram uma valorosa e arriscada manobra tática até dobrar os esquizofrênicos comunistas do M-19 que, fiéis à cartilha comunista cubana, viam a queda da Colômbia na virada da esquina por meio do terrorismo, sua arma predileta.

 

       O mundo inteiro ouviu assombrado a descrição feita em Caracol Radio por Yamid Amat, acerca da forma tão covarde e demencial como o sicário Andrés Almarales, cabeça da tomada, assassinou o ilustre magistrado Reyes Echandía. Depois sobreveio a débâcle. O Palácio ardeu em chamas por toda a parte. Uma terrorista que operava um nicho de metralhadoras no quarto andar, disparava incessantes rajadas contra as tropas, porém, no final os assaltantes foram dobrados.

 

         O país inteiro correu às ruas para homenagear os heróis que acabavam de salvar a República, em que pese a indignidade de quem ostentava o cargo de Comandante-em-Chefe das Forças Militares que, em vez de atuar em conseqüência com seu cargo, havia cedido muito terreno às astúcias das FARC, do ELN, do M-19 e dos demais grupos terroristas que nessa época assolavam o pais, e ao mesmo tempo brincavam com a esperança de paz dos colombianos.

 

        Do mesmo modo que a célebre Operação Anorí, na qual o Exército Nacional obteve uma retumbante vitória militar, por culpa de um "manzanillo" como Alfonso López [Michelsen] e neste caso Belisario Betancur, a evolução dos acontecimentos posteriores ao holocausto do Palácio da Justiça transformou-se em uma derrota política para o Estado e uma sem-razão para os colombianos.

 

        Porém, os terroristas do M-19 e os comunistas desejosos de escravizar a Colômbia se saíram com as suas. Os anti-sociais que então dirigiam as quadrilhas do M-19 acabaram anistiados e plenos de honrarias políticas, investidos como governadores, senadores, prefeitos, funcionários públicos de alto nível, membros de corpos consulares, analistas do conflito e, o mais difícil de acreditar, moralistas em temas de guerra suja.

 

        Por sua parte, o presidente Betancur, fiel às argúcias politiqueiras de sua estirpe, por exemplo, a "audácia" samperista [2] de que "foi tudo pelas suas costas", esquivou-se do assunto e esqueceu que ele foi o primeiro responsável pelo holocausto devido à debilidade manifesta frente ao terrorismo durante todo o tempo de seu governo.

 

        E os juízes que deveriam julgar Belisario e o M-19 pela tragédia, deram uma bofetada. Do mesmo modo como ocorreu com o bombardeio à guarida de Raúl Reyes, fato que para os comunistas e demais propagandistas do terrorismo o grave não é que Correa apóie as FARC, mas que Uribe tivesse ordenado o bombardeio do "camarada" Reys. Os responsáveis pela tragédia do Palácio da Justiça acabaram sendo os militares que salvaram a Colômbia em uma de suas horas mais nefastas.

 

      ONG's inclinadas ao terrorismo comunista, testemunhos falsos comprados com dinheiro das máfias - inclusive das FARC -, terroristas desmobilizados do M-19 ansiosos em ver a Colômbia convertida em outra vergonhosa Cuba, delinqüentes de colarinho branco infiltrados nas instâncias judiciais, alguns juízes venais e alguns estúpidos funcionais que sonham com a "cubanização da Colômbia" sem compreender a gravidade de sua estultícia, buscaram bodes expiatórios e enlodaram vários militares de alta graduação, com o propósito calculado de desmoralizar as Forças Militares, minar sua capacidade de luta e desvirtuar a verdade histórica.

 

       Enquanto os delinqüentes que auspiciavam o terrorismo comunista nessa época e hoje são "moralistas com aspirações presidenciais", ou altos funcionários protegidos pelo mesmo Estado que odiavam e queriam destruir, os que expuseram suas vidas em defesa da liberdade, da democracia e da vigência institucional, hoje são catalogados como violentadores dos direitos humanos. Do mesmo modo que no tango Cambalache: o mundo pelo avesso. A delinqüência agora é o paradigma da legalidade. Quem quiser que acredite!

 

        Por essa razão, no 24º aniversário do criminoso ataque do M-19 contra a Colômbia, data em que    as FUN (Força de Unidade Nacional) que agrupam as reservas ativas das Forças Militares escolheram para pedir justiça e igualdade, é pertinente perguntar aos magistrados, aos juízes e ao Procurador Geral: até quando vão permitir a torcida intencionalidade dos que desviaram o curso da investigação, para assim estigmatizar os que conseguiram recuperar a senda da justiça e do império da lei, quer dizer, para que os verdadeiros responsáveis desse fato macabro respondam ante os tribunais por seus atos? Em síntese, quando vão processar Belisario Betancour e os terroristas do M-19 pelos funestos atos do Palácio da Justiça em 5 e 6 de novembro de 1985?

 

         A Colômbia não necessita de "comissões da verdade", nem de anistias politiqueiras para salvar o pelinho dos terroristas, nem de tratamentos diferentes para o ex-presidente Betancour. A Colômbia necessita de justiça imparcial e concreta. E essa justiça se consegue levando a julgamento ante os tribunais aqueles que por ação ou omissão permitiram que o M-19 massacrasse os magistrados, alguns reféns e alguns dos empregados do Palácio da Justiça, inclusive os cúmplices que ajudaram os terroristas para preparar a logística do ataque sangrento. Os militares não fizeram nada diferente do que recuperar a dignidade da Colômbia.

 

        O resto foi um manuseio e uma manipulação politiqueira do assunto, do qual tiraram proveito pessoal outros "manzanillos" como César Gaviria Trujillo, os comunistas chiques, os terroristas Antonio Navarro, Gustavo Petro e alguns delinqüentes de colarinho branco.

 

* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com

 

Notas:

 

[1] Esta é uma expressão intraduzível, estritamente colombiana que quer significar um político torpe, incapaz e dado a intrigas.

 

[2] Relativo ao ex-presidente Ernesto Samper.

  

Tradução: Graça Salgueiro

Adicione su comentario

Para comentar esta nota usted debe ser un usuario registrado. Regístrese o ingrese Aquí

Comentarios

1. Por: SANIM - 8 de Noviembre 2009 a las 08:57 PM

En definitiva Colombia es un escenario de guerra fria, donde los medios se convierten en trincheras ideológicas propias de los 70s.. Como fuere, murieron civiles y la misión de todo militar es proteger la vida de sus conciudadanos no en convertirse en juez y verdugo, de lo contrario anulemos los tribunales lancemonos a las armas y eliminemos los opositores. ¡Se supone que se deberia entonces procesar a todos los expresidentes menos al que el articulo solapadamente pretende desenlodar por crimenes de estado?

Responder a este comentario Reporte de abuso

2. Por: malaparte - 9 de Noviembre 2009 a las 07:13 AM

voce tem raço---Una vez mas la impunidad sienta reales en la historia de nuestro país y nos muestra a los colombianos que la frase de lee iacoca es definitivamente cierta en colombia: "You get safer by getting bigger" si usted aqui es ex-presidente, ex comandante, ex-guerrillero, etc aqui en este pais esta hecho porque la justicia jamás lo va a tocar ...hoy todos los culpables de la masacre se pavonean por los pasillos del capitolio nacional con buenos cargos politiqueros y los otros estan tranquilos en sus casas viviendo se sus crecidas pensiones que se pagan con dinero de nuestros impuestos y aportes.

Responder a este comentario Reporte de abuso

Publicidad

Perfil

Blog de Participación

Podrá encontrarse con todas las tendencias de nuestra comunidad de bloggers, además de todas las ayudas para que su experiencia en eltiempo.com sea mas provechosa.

Código de Ética

Al hacer parte de la sección /PARTICIPACION en eltiempo.com y/o cualquiera de los blogs que pertenecen a productos CEET, usted se compromete a respetar y ayudar a cumplir las normas de uso de la comunidad...

Licencias

Nuestros bloggers tienen la posibilidad de compartir sus trabajos bajo una licencia de Creative Commons , escogiendo el tipo de licencia que quieren. Entérese que es Creative Commons y participe.

Ayudas de Blogs

Acerca de nuestra sección, qué es un blog, cómo abrir un blog, herramientas de participación, etc.

Reportajes gráficos

Hechos e historias contadas a través de imágenes.

Sobre esta entrada

Honorable Judges: When will you judge the terrorists of the M-19 and Belisario Betancur by the holocaust of the courthouse? es la entrada anterior en este blog.

Colombia no puede cruzarse de brazos frente a la advertencia de guerra chavista es la entrada siguiente en este blog.

Encontrará los contenidos recientes en la página principal. Consulte los archivos para ver todos los contenidos.

Recordar clave

Por favor, escriba la dirección de correo electrónico con la cual se registró.