O crucial do assunto é que os esquerdistas do mundo se unem para depor as democracias e para tirar do caminho todos os que se opõem a seus desígnios totalitários, enquanto que, como analisou insistentemente Jean François Revel, os democratas legítimos, os defensores da liberdade individual e da riqueza a serviço do homem, posam de indiferentes ante o destino de suas sociedades porque crêem que a institucionalidade e as boas maneiras resolvem tudo.
Basta examinar os últimos acontecimentos relacionados com o complexo conflito que assedia a Colômbia, a agitação internacional dos esbirros de Fidel Castro no continente e as palhaçadas dos que pretendem depor a institucionalidade na Colômbia, para concluir que o descoberto nos computadores de Raúl Reyes continua vivinho e ainda não acabou, sem que a população colombiana reaja com a dignidade e a altura que demandam sua sorte e seu destino.
A transfugada e aberta intervenção ameaçadora de Lula e Chávez para que Zelaya regressasse a Honduras, corroboram que o plano geopolítico e geoestratégico brasileiro, orientado a potencializar o Brasil como o contrapeso dos Estados Unidos no continente, terminou sujeito à medíocre idéia escravagista da ditadura cubana.
Entretanto, muitos cegos daqui e de lá, não querem ver porque continuam convencidos de que Lula é um grande líder. Não intuem que as fanfarronadas de Lula pedindo explicações a Uribe pela presença de militares gringos nas bases colombianas, não são mais que os componentes de uma cortina de fumaça para distrair a atenção do desnecessário armamentismo do Brasil e da Venezuela, e uma forma a mais de buscar e promover o reconhecimento político de seus comparsas das FARC.
A punhalada lancinante de Correa nas conversações para reiniciar relações diplomáticas com a Colômbia, materializada na estulta e politizada ordem de captura contra os que dirigiram a operação para dar baixa a um terrorista, tem como objetivo desviar a atenção e evitar que a justiça equatoriana, a colombiana e a internacional julguem a ele, por ser o que é: um filho de narcotraficante com iguais ou piores manhas, um delinqüente de colarinho branco e uma vergonha para o povo equatoriano.
As compras de armamento da Venezuela para levar ao auge o sonho de Fidel Castro de ver a Colômbia nas garras do comunismo e seu peão Hugo Chávez à cabeça de uma revolução comunista na América Latina, são graves, muito graves. Todavia, o tropicalismo colombiano e a incidência dos pacifistas, dos anti-militaristas e dos que nem sequer hasteiam o pavilhão nacional nas festas pátrias, além de burlar o pagamento de impostos, fazem com que o bosque não deixe ver as árvores.
A tragicômica postulação de Piedad Córdoba para receber o Prêmio Nobel da Paz e a "surpresa" da distinção com esse prêmio ao novato presidente norte-americano Barack Obama, corroboram uma vez mais que nos reinados de beleza e nos Prêmios Nobel de Literatura e da Paz, podem mais as intrigas e os oportunistas que o talento dos nominados, ou dos nunca nominados, o que é pior. E é claro que, como disse alguém em Nova York: "Com razão deram o prêmio a Obama. Se os contendores eram como Piedad Córdoba, não havia mais o que escolher...".
Contudo, desta tragicômica postulação resta algo bem claro que ademais tem sido reiterativo nesta coluna. A diplomacia paralela das FARC é mais forte do que a ação difusora de nossos enfadados embaixadores e cônsules, enquanto que o trabalho de sapa e espionagem dos esquerdistas, dos pacifistas e dos muçulmanos extremistas é muito forte. Aí radica a audaciosa idéia de propor Obama como Prêmio Nobel.
A crítica não é pelo que Obama seja como pessoa, senão pelos escassos feitos de seu muito curto tempo no cargo em honra da paz. O fato de lhe outorgarem um prêmio imerecido, e além disso que ele o aceite quando é sabido por todo mundo que nem o merece nem fez nada para ganhá-lo, só corroboram o cinismo, a desfaçatez de uns e outros e, ao mesmo tempo, refletem a realidade do entorno geopolítico atual onde o mal gosto é o motor da diplomacia, o terrorismo é catalogado de insurgência e a imposição da lei e da ordem em defesa das maiorias é vista como direitismo anacrônico. Incrível, porém certo.
Com razão Chávez, em uma de suas incontáveis fanfarronices de grotesca vulgaridade com investidura presidencial, teve o descaramento de propor o indígena cocalero boliviano como Prêmio Nobel da Paz porque, segundo ele, Evo o merece. E ninguém disse nada.
Enquanto isso, os camaradas do Polo Democrático continuam na luta e no oportunismo eleitoreiro no qual são experts. Quem poderia supor Petro na defesa de Uribe e contra Chávez? Ou o retrógrado esquerdista Lucho Garzón aliado a um burguês como Peñaloza? Típico folhetim dos comunistas chiques crioulos e estrangeiros acostumados a mentir e a fingir até no momento de respirar, com a anuência de um dos camaleões da rançosa oligarquia bogotana.
Ao mesmo tempo, a direção politiqueira tradicional, a das castas intocáveis, segue alheia à realidade nacional, pois só pensam em entrar no poder para desfrutar das delícias do mesmo. E são descarados. Ineptos ex-presidentes como Pastrana, Gaviria e Samper, ou incapazes ex-ministros como Pardo Rueda e Noemí Sanín, têm o descaramento de se postular como a salvação dos males que eles mesmos geraram desde seus improdutivos cargos. É ver para crer!
Assim como Fidel Castro e Chernenko intercederam ante os jurados do Nobel para impor a García Márquez, do mesmo modo os esquerdistas atuais impuseram a Obama. Em ambos os casos, com fins politiqueiros e com a intenção de ter representantes de alta credibilidade nos obscuros propósitos dos inimigos do capitalismo, da economia de mercado, da livre iniciativa. Aquilo que os comunistas chiques chamam de "capitalismo selvagem"...
O crucial do assunto é que os esquerdistas do mundo se unem para depor as democracias e para tirar do caminho todos os que se opõem a seus desígnios totalitários, enquanto que, como analisou insistentemente Jean François Revel, os democratas legítimos, os defensores da liberdade individual e da riqueza a serviço do homem, posam de indiferentes ante o destino de suas sociedades porque crêem que a institucionalidade e as boas maneiras resolvem tudo.
Tal é o caso da Colômbia com o delinqüente de colarinho branco que dirige o país vizinho desde o Palácio Carondelet. Descarado, cínico, mentiroso e astucioso, Rafael Correa, a quem o bobo da corte juiz de Sucumbios deveria processar por ser amigo dos terroristas, agride a Colômbia e ao presidente Uribe cada vez que lhe dá na telha. Não obstante que continuam as provas abundantes de sua aproximação com as FARC, Correa mente e nega sua relação, enquanto que militares equatorianos sem caráter e sem patriotismo se confabulam com este peãozinho de Fidel Castro em sua guerra contra a Colômbia... Porém, a chancelaria colombiana continua mansa e sem a coragem suficiente para reagir o pôr os pontos nos is.
Do mesmo modo acontece com a Venezuela. É claro que o grotesco mandatário venezuelano tem em andamento uma agressão contra a Colômbia. A única coisa que impediria essa incursão aventureira chavista seria a presença de militares dos Estados Unidos nas bases potencialmente agredidas pela Força Aérea venezuelana.
Entretanto, pululam os estúpidos funcionais que continuam convencidos de que Chávez é um revolucionário autêntico, que os Estados Unidos são culpados de todas as nossas desgraças e que a solução aos problemas são os comunistas chiques ou os chavistas ou, o que é pior, os terroristas como Cano e Jojoy, ou seus conhecidos propagandistas de oficio. É ver para crer tanta idiotice junta!
Para rematar, muitos compatriotas continuam convencidos de que o problema da guerra na Colômbia é assunto entre o Exército e os bandidos, que a sociedade é alheia ao conflito, e que a paz é um tema que os terroristas devem tratar com o presidente de turno. Tanta indiferença é a causa da sangria e da persistente presença terrorista com atos tão aberrantes como o assassinato dos edis perto de Bogotá, dos ataques terroristas no Cauca, etc., etc.
Supõe-se que os membros do alto governo conhecem a dedo o Plano Estratégico das FARC, porém duvidamos. A reiterativa loquacidade do novato ministro da Defesa, Silva Lujan, assim o demonstra. Será que assim como os juízes e magistrados ficam pequenos frente a alguns exames profundos de conhecimentos de sua área, sucederá o mesmo com o ministro Silva frente ao conhecimento do inimigo, seu plano estratégico, seus objetivos táticos e seus projetos contra a Colômbia com os governos comunistas do hemisfério?
O certo é que os sócios das FARC nos agridem diariamente sem que haja uma resposta contundente da Colômbia. Muitos colombianos se perguntam: qual será a razão para que a Procuradoria colombiana não tenha aberto processos penais por terrorismo contra Hugo Chávez, Rafael Correa, Lula da Silva e Daniel Ortega? Do mesmo modo que em todas as intricadas rotas do direito há mil razões para explicar porque sim ou porque não. O certo é que ante essa estupidez coletiva os delinqüentes e seus sócios de colarinho branco se anteciparam aos fatos e até já produziram ordens de captura.
A morte de Raúl Reyes passou de ser a baixa em combate de um terrorista para converter-se, segundo Correa e seu sinistro amigo juiz de Sucumbios, no assassinato de vários cidadãos estrangeiros e um equatoriano em território de seu país. Com esse argumento pretendem desvirtuar a realidade da aproximação de Correa com as FARC, do mesmo modo que o conto das fumigações na fronteira que afetam os camponeses; porém, a verdade é que a Correa dói na alma que seus amigos das FARC fiquem sem finanças.
O certo de todo este imbróglio é que com a Unasul, com a pressão do acordo humanitário, com as palhaçadas de Zelaya em Honduras, com as "cantinflescas" ordens de captura contra os generais colombianos, com a absurda denominação de uma colombiana de duvidosa credibilidade ao Prêmio Nobel da Paz, com o armamentismo chavista, com a dupla moral de Lula e com a latente possibilidade do acordo humanitário manipulado pelas FARC e os sócios do Foro de São Paulo, o complô contra a Colômbia está vivo e as instituições colombianas estão em risco.
* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com
Tradução: Graça Salgueiro
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Comentarios
1. Por: Waldemar - 30 de Octubre 2009 a las 12:17 AM
É verdade, a agresão contra a Colômbia é continua e o Lula faz parte dela. É só lembrar como ficou alinhado com o governo da Venezuela na cumbre de Unasur para agredir nossa pátria e evitar dar explicações sobre os pactos militares de Brasil com a França e a quantidade absurda de armas que vão comprar. Contudo, e graças a Deus, o foro de Sao Paulo cada dia está mais morto e sua real finalidade, de simplesmente trocar a democracia por um totalitarismo ainda pior, cada vez mais evidente.
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2. Por: CraigScruggs - 30 de Octubre 2009 a las 09:06 AM
A coluna excelente, não é necessária para abaixar o protetor. Muito bom a informação que deve ser classificada pelos organismos secretos do país. Chavez é o mais perigoso e pode fazer muitos danos a ele à cidade Colombian.
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3. Por: jirus - 3 de Noviembre 2009 a las 06:57 PM
Verdad de a puño lo expuesto en su artìculo, coronel Villamarìn!. Es preocupante que mientras los vecinos proterroristas, Hugo Chàvez y Rafael Correa, con la bendiciòn de Lula se preparan y actùan contra colombia, atacando con diatribas y mentiras al gobierno colombiano, en cabeza del presidnte Uribe, los bobales e idiotas ùtiles colombianos, encabezados por una atolondrada y politiquera CSJ le sirven en bandeja de plata la cabeza de nuestro mandatario a las hordas terroristas y a sus àulicos secuaces!. Porque no otro mensaje viene enviando esta corte sesgada con un presidente que màs que preocuparse por resolver los asuntos en derecho, utiliza su poder para pavonearse como vedet en los medios informativos. Afortunadamente escritores como Usted, PLinio A. Mendoza, Josè Obdulio, Alfredo Rangel, Raùl Lombana y otros que vienen informando y advirtiendo sobre los peligros que se ciernen sobre Colombia y que ven en los ataques que la oposiciòn hace a la repotencializaciòn de las bases colombianas por los gringos, un contrasentido y traiciòn a la defensa del paìs y del pueblo colombiano, asumen con valor y compromiso, lo mismo que el presidente Uribe, la verdadera defensa de Colombia!.
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